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Agricultura Brasileira: Trajetória

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Dia da Agricultura é comemorado anualmente em 17 de outubro. Esta data celebra uma das atividades mais antigas da humanidade: a “arte” de cultivar a terra, retirando dos campos alimentos essenciais para a subsistência e manutenção da economia mundial.

Pensando nisso, separamos um artigo para mostrar a trajetória da agricultura no nosso país.

Aproveite!

Uma viagem ao passado para pensar no futuro

Nos últimos 40 anos, o Brasil saiu da condição de importador de alimentos para se tornar um grande provedor para o mundo. Foram conquistados aumentos significativos na produção e na produtividade agropecuárias. O preço da cesta básica, no Brasil, reduziu-se consideravelmente e o país se tornou um dos principais players do agronegócio mundial. Hoje, se produz mais em cada hectare de terra, aspecto importantíssimo para a preservação dos recursos naturais.

A agricultura se modernizou, mas ainda existem desafios. Há grande concentração de riqueza em pequena parcela de propriedades rurais, existem milhões de hectares de solos e pastagens degradados, há grande ineficiência no uso de água na irrigação, e o uso inadequado de agroquímicos oferece riscos à saúde e ao meio ambiente, entre outros problemas.

Para compreender o Brasil do presente, vamos voltar 50 anos no tempo e viajar pela trajetória da agricultura brasileira. Alguns fatos e números nos ajudam a identificar os acertos, a enxergar problemas como oportunidades e a pensar em ações futuras rumo à sustentabilidade.


Obs.: as informações apresentadas nesta página estão devidamente referenciadas no documento completo Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira (PDF).

Aula de campo realizada entre 1929 e 1948 na Escola Superior de Agricultura e Veterinária, uma das pioneiras em pesquisa agropecuária no país, que posteriormente se tornaria Universidade Federal de Viçosa. Foto: UFV

 

Retrato do Brasil rural de 1950 e 1960

A agricultura brasileira era rudimentar em meados do século passado. A soja era uma curiosidade no Brasil, sem expressão para o mercado doméstico, menos ainda para o comércio internacional do país. Prevalecia o trabalho braçal na produção agropecuária. Naquela época, menos de 2% das propriedades rurais contavam com máquinas agrícolas.

Homens e mulheres do campo sofriam com escassez de tecnologia e de informação. Em um um estudo sobre a agricultura do Brasil, publicado em 1971, Edward Schuh e Eliseu Alves perceberam que faltava conhecimento sobre os solos tropicais e sobre como utilizá-los da melhor forma. “Muito pouco se sabe sobre a resposta destes solos às aplicações de fertilizantes. A capacidade de gerar e desenvolver novas variedades de altos rendimentos é limitada. Pouca pesquisa tem sido feita sobre a resposta dos rebanhos à aplicação de níveis crescentes de ração, ou sobre quais são as rações ótimas. Ignora-se quais as combinações de atividades mais lucrativas nas fazendas, e pouca pesquisa tem sido feita sobre as doenças tropicais dos rebanhos e lavouras”.

O resultado era baixo rendimento por hectare e pouca produção. O crescimento da agricultura exigia que extensas áreas naturais fossem convertidas em lavouras e pastagens. Práticas inadequadas causaram severos impactos ambientais, como erosão e assoreamento. Mas as fazendas não produziam o suficiente para atender à demanda interna.

Parágrafo extraído do Livro O desenvolvimento da agricultura no Brasil, de 1971.

A ineficiência no campo gerava problemas em todo o país. O Brasil vivia um momento de forte industrialização, com cidades em crescimento, aumento da população e maior poder aquisitivo. O contexto era de escassez de alimentos. Em 24 de abril de 1968, reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” abordou o assunto.

O governo instituiu políticas específicas para aumentar a produção e a produtividade agrícolas, incluindo investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento, extensão rural e crédito farto. Era o início do intenso processo de modernização que a agricultura brasileira experimentaria nas décadas seguintes.

 

Entre os indicadores mais ilustrativos da trajetória recente da agricultura brasileira estão os números de produção e os índices de produtividade. Entre 1975 e 2017, a produção de grãos, que era de 38 milhões de toneladas, cresceu mais de seis vezes, atingindo 236 milhões, enquanto a área plantada apenas dobrou. No gráfico abaixo é possível visualizar a evolução.

O maior crescimento da produção em comparação à área pode ser visto por meio da evolução do rendimento médio (quilos por hectare) das lavouras de arroz, feijão, milho, soja e trigo, no período de 1975 a 2017. Destaque para os aumentos de rendimento de 346% para o trigo, de 317% para o arroz e de 270% para o milho. Soja e feijão praticamente dobraram o rendimento no período analisado. O gráfico abaixo mostra a evolução do rendimento médio.

Incrementos de produção e de produtividade também foram conquistados na pecuária. O número de cabeças de gado bovino no país mais que dobrou nas últimas quatro décadas, enquanto a área de pastagens teve pequeno avanço. Em determinadas regiões houve até redução de terras destinadas ao pastejo.

O Brasil figura atualmente como um dos principais atores na produção e no comércio de carne bovina mundial. É o 2º maior produtor, atrás apenas dos Estados Unidos, e o principal exportador, com quase 2 milhões de toneladas de carne bovina vendidas a outros países em 2017.

Em 2016, o efetivo brasileiro de bovinos foi de 218,23 milhões de cabeças.
Existem mais bovinos do que humanos (208 milhões) no Brasil.

A avicultura era uma atividade voltada para subsistência na primeira metade do século XX, mas rapidamente tornou-se uma sofisticada criação comercial. Entre 1950 e 1970, o setor foi radicalmente transformado pela entrada de empresas processadoras no mercado, que estabeleceram o modelo de integração vertical. Neste formato, as empresas controlam e padronizam o processo produtivo, fornecendo pintos, insumos e assistência técnica aos criadores, que, por sua vez, conduzem o crescimento das aves até o abate. A modernização da produção levou a um aumento expressivo da produção de carne de frango, que passou de 217 mil toneladas em 1970 para 12,9 milhões de toneladas em 2016, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial do produto.

A suinocultura também experimentou processo de intensificação semelhante à avicultura. Com a entrada de animais híbridos na década de 1970, o melhoramento genético de suínos teve um grande salto. Por conta de exigências do consumidor por uma carne com menos gordura, foram desenvolvidos suínos com mais massa muscular – especialmente em carnes nobres como o lombo e o pernil – e com menores teores de gorduras na carcaça. A evolução foi também evidente nas áreas de sanidade, manejo e instalações. O resultado foi um grande aumento de produção: um salto de 705 mil para 3,7 milhões de toneladas de carne suína produzidas, realizado entre 1970 e 2017. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial do produto.

No cultivo de árvores, houve expansão de 52% na área de florestas plantadas entre 1990 e 2014. Em 2016, as plantações de eucalipto foram responsáveis por fornecer 98,9% do carvão vegetal, 85,8% da lenha, 80,2% da madeira para celulose e 54,6% da madeira em tora para outros usos no Brasil. A madeira produzida por árvores cultivadas reduz a pressão por desmatamentos de florestas nativas.

 

Um boom nas exportações

A partir da década de 1990, demandas crescentes e políticas macroeconômicas de estabilização, como controle da inflação e taxas de câmbio mais realistas, impulsionaram ainda mais o crescimento do setor agrícola, que passou a ser o principal responsável pelo superávit da balança comercial brasileira. Entre 1990 e 2017, o saldo da balança agrícola do País aumentou quase dez vezes, alcançando, neste último ano, US$ 81,7 bilhões, valores que têm contribuído para o equilíbrio das contas externas do país.

A organização e o intenso processo de modernização das cadeias produtivas do agronegócio fizeram com que os elos anteriores e posteriores às atividades agrícolas, como os de produção de insumos, processamento e distribuição, apresentassem importância cada vez maior no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2016, o agronegócio como um todo foi gerou 23% do PIB e 46% do valor das exportações. Em 2017, o setor foi responsável por 19 milhões de trabalhadores ocupados. Agroindústria e serviços empregaram, respectivamente, 4,12 milhões e 5,67 milhões de pessoas, enquanto 227,9 mil pessoas estavam ocupadas no segmento de insumos do agronegócio.

 

A trajetória recente da agricultura brasileira é resultado de uma combinação de fatores. O cenário para isto é um país com abundância de recursos naturais, com extensas áreas agricultáveis e disponibilidade de água, calor e luz, elementos fundamentais para a vida. Mas o que fez a diferença nestes últimos 50 anos foram os investimentos em pesquisa agrícola – que trouxe avanços nas ciências, tecnologias adequadas e inovações -, a assertividade de políticas públicas e a competência dos agricultores.

O caso da cultura da soja é um bom exemplo de como a tecnologia pode transformar a produção agropecuária. Os primeiros cultivos comerciais surgiram na década de 1960, no Rio Grande do Sul, especialmente por uma razão climática: a soja é uma planta de regiões frias e os cultivos no mundo se limitavam às proximidades do paralelo 30, que no Brasil passa por Porto Alegre. Cultivar soja em outras regiões do país era um desafio biológico e tecnológico.

As respostas surgiram depois de anos de pesquisas realizadas pela Embrapa, por universidades, por instituições estaduais de pesquisa agropecuária e, mais tarde, pela iniciativa privada. Com técnicas de melhoramento genético, foram desenvolvidas plantas de soja adequadas às condições de solo e clima do Brasil. Eram cultivares menos sensíveis aos dias longos e mais tolerantes às pragas do mundo tropical.

Outra contribuição radical tem relação com correção e adubação de solos. As pesquisas apontaram os caminhos para otimizar o uso de corretivos e de fertilizantes, permitindo o plantio nos solos de Cerrados, até então considerados improdutivos. Foi justamente nessas áreas que a soja ganhou terreno na agropecuária nacional.

De fato, o uso de fertilizantes se tornou um elemento-chave (estima-se que apenas os fertilizantes nitrogenados sejam responsáveis pelo incremento de cerca de 40% na oferta de alimentos no mundo), mas gerou também um problema para o país: a dependência de importações. O Brasil passou a consumir muito mais fertilizantes do que a quantidade produzida internamente. A resposta da pesquisa: uma tecnologia para fixar o nitrogênio do ar nas raízes das plantas por meio de bactérias, a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), presente hoje em 75% da área cultivada de soja e responsável por uma economia da ordem de R$ 2 bilhões por ano em compra de fertilizantes nitrogenados. A FBN contribui ainda para a redução do consumo de energia e das emissões de gases de efeito estufa. Entenda melhor o funcionamento da fixação biológica no vídeo abaixo.

Fixação Biológica de Nitrogênio
Uma das mais impactantes inovações da pesquisa agropecuária é resultado de estudos da interação de microrganismos com as plantas. Entenda melhor como isto funciona.

Plantio direto, zoneamento de riscos climáticos, manejo de pragas, manejo de plantas daninhas, mecanização, sucessão de até três cultivos anuais na mesma área e integração da lavoura da soja com pecuária e floresta são outras abordagens e tecnologias de grande impacto. São resultados diretamente relacionados com investimento em pesquisa, extensão rural, políticas públicas e empreendedorismo.

Quando se considera a agricultura como um todo, a tecnologia explica, em grande parte, a evolução da produtividade. No período entre 1975 e 2015, os avanços tecnológicos foram responsáveis por 59% do crescimento do valor bruto da produção agrícola, enquanto o trabalho respondeu por 25% e a terra por 16%.

A tecnologia, no entanto, não teria sido suficiente sem a atuação do produtor e da produtora brasileira. Em parte pela postura empreendedora, com investimentos em terra, equipamentos, gestão, trabalho e conhecimento, e em parte pela coragem de encampar severas migrações.

Um dos movimentos migratórios de maior impacto na geografia da produção agrícola do país se intensificou no final da década de 1980. Pequenos produtores que, na década anterior, aprenderam a usar tecnologia no Sul e no Sudeste do Brasil, migraram para outras regiões em busca de terras e oportunidades. Muitos se instalaram em Mato Grosso do Sul, no Triângulo Mineiro, no Sul de Goiás e na região em torno de Sorriso e Lucas do Rio Verde, já em Mato Grosso. Essas regiões se consolidaram como importantes produtoras de grãos do país.

 

Fazer uma leitura crítica da trajetória da agricultura brasileira é importante para que se possa imaginar um futuro mais sustentável e para subsidiar ações efetivas. Um dos problemas é a grande desigualdade de produtividade e de renda no campo, o que tem sido atribuído ao fato de a maior parte dos pequenos produtores não ter sido capaz de adotar novas tecnologias. Essa “não adoção” é consequência de inúmeros fatores, como o elevado custo de incorporação das novas tecnologias, baixa escolaridade e carência de políticas públicas.

Em 2006, apenas 0,43% dos estabelecimentos rurais, o que corresponde a cerca de 22 mil dos 5.175.489 existentes no Brasil, respondia por mais da metade do valor produzido. Esses números se opõem à vasta maioria dos estabelecimentos (3,9 milhões), cuja renda bruta (em salários mínimos mensais) atinge, no máximo, dois salários mínimos. Um dos fundadores da Embrapa e autor de estudos sobre o assunto, o pesquisador da Embrapa Eliseu Alves fala, no vídeo abaixo, das causas da concentração no campo.

Quais as causas da concentração?
Um dos fundadores da Embrapa e autoridade no assunto, Eliseu Alves fala sobre o fenômeno de concentração de produção e riqueza no campo.

Outras questões importantes tem relação com meio ambiente e saúde. Relatórios recentes apontam o Brasil como um dos principais usuários de agroquímicos no mundo. Em parte, isto se explica pela extensa área cultivada e pelo clima tropical, que permite a sobrevivência de pragas mesmo durante o inverno.

Estudo realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2011 indicou que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros contém algum nível de contaminação por agroquímicos. Esses problemas enfatizam a necessidade da realização de mais análises e estudos em intensificação sustentável, da ampliação do uso sistemas de produção mais sustentáveis e do uso mais racional de defensivos

Práticas inadequadas geram também severas consequências nos solos. No Brasil, estima-se que há entre 60 e 100 milhões de hectares de solos em diferentes níveis de degradação, o que supera a área da Espanha (50 milhões de hectares). Estudos indicam que mais da metade das pastagens brasileiras estão degradadas, o que é considerado um grave problema para o setor, causando prejuízos econômicos e ambientais.

Semeadura em terreno com declive, técnica que pode resultar em erosão e degradação do solo. Foto: Embrapa.

Dos 32 milhões de hectares que adotam o Plantio Direto no Brasil, um sistema conservacionista de cultivo agrícola, estima-se que em apenas 2,7 milhões de hectares são seguidos corretamente os preceitos preconizados pela pesquisa agropecuária. Como consequência, surgem problemas como compactação do solo, erosão hídrica, quebra da estabilidade da produtividade e aumento do custo de produção.

Os recursos hídricos também merecem atenção. O uso no meio rural representa 80,7% do consumo total de água no Brasil, dos quais 67,2% são destinados à irrigação, 11,1% ao consumo animal e 2,4% ao consumo humano. Estima-se que 40% desta água não é aproveitada pelas plantas por conta de sistemas inadequados de irrigação ou vazamentos nas tubulações, com grande desperdício de energia e trabalho.

No que se refere à qualidade da água, apesar de a poluição urbana ser a principal fonte de degradação, a poluição de origem rural causada pela elevada utilização de fertilizantes, pesticidas e perda de solos por processos erosivos pode ser fortemente impactante em regiões com extensas áreas de uso agrícola. Como consequência, ocorrem prejuízos à biodiversidade aquática, à saúde humana e à economia do país.

Para muitos destes problemas e desafios já existem soluções. Para outros, serão necessários novos investimentos em pesquisa. Políticas públicas terão papel importante em muitos casos. Nas sete megatendências de futuro apresentadas nos próximos capítulos, estes pontos serão aprofundados e posicionados em perspectiva, para ajudar a traçar visões de futuro.

 

Os sinais e tendências identificados neste estudo foram organizados em sete grandes conjuntos, apresentados como Megatendências do futuro da agricultura. São agrupamentos de aspectos científicos, tecnológicos, socioeconômicos, ambientais e mercadológicos emergentes, denotando forças que se formam de maneira lenta, mas geram consequências que perduram por um longo prazo e que deverão impactar a agricultura brasileira no futuro.

Qual a importância de conhecer o passado e o presente para estabelecer projeções para a agricultura?
Pesquisador da Embrapa na área de economia rural, Elisio Contini fala sobre o uso de dados para projeções de demandas e mercados.

Alguns aspectos de demanda são transversais e tem relação com praticamente todas as megatendências elencadas neste estudo. A história mostra que os principais fatores de influência sobre a produção agrícola são crescimento da população, aumento da renda e comportamento dos preços, tanto nacionalmente, quanto em termos internacionais.

A expectativa é que a população mundial atinja 8,5 bilhões de pessoas em 2030, 16% a mais que em 2016. O Brasil deve atingir a marca de 230 milhões de pessoas nos próximos 12 anos. Com quase 5 bilhões de pessoas, a Ásia terá aproximadamente 58% da população mundial. Estima-se que em 2023 a Índia ultrapasse a China como país mais populoso do mundo.

As próximas décadas devem ser de mudanças importantes na distribuição espacial da população global. Até 2030, mais de 90% da população dos países em desenvolvimento, sobretudo na África Subsaariana e na Ásia, terá se urbanizado o que trará implicações importantes em termos de consumo de alimentos, água e energia.

Projeções indicam ainda forte expansão da classe média na população mundial, estando a maior porção nos países da Ásia. Em 2030, 60% da população mundial deverá estar no estrato da classe média, um crescimento de 15 pontos percentuais em comparação com 2016. O aumento da renda implica mudanças nos padrões de consumo, o que resulta na expansão da demanda por carne, frutas e vegetais, na redução do consumo de alimentos básicos, na diversificação da cesta de consumo, bem como no aumento da demanda por produtos mais elaborados.

Entre as carnes, a de aves é aquela que apresenta maior expectativa de crescimento da demanda. As importações por parte dos principais países compradores devem crescer 24%.

O comércio mundial de soja deverá crescer 25%, ou 36 milhões de toneladas, em 10 anos. A China será responsável por 85% desse aumento. A Índia, por sua vez, será a principal responsável pelo crescimento da demanda por óleo de soja (27%). Milho e algodão também serão demandados em maior quantidade.

Os contextos mundial e nacional sinalizam positivamente para as projeções de continuidade do crescimento da produção agrícola do Brasil. Em 2027, espera-se que o Brasil produza acima de 290 milhões de toneladas de grãos e mais de 34 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango.

Projeção de exportação de produtos agrícolas brasileiros

Produto 2016/17 2026/27 Variação (%)
Algodão pluma (mil t) 630 1.118 77,5
Milho (mil t) 25.500 35.130 37,8
Soja- grão (mil t) 63.000 84.111 33,5
Soja- farelo (mil t) 15.900 17.240 8,4
Soja- óleo (mil t) 1.550 1.557 0,5
Carne de frango (mil t) 4.280 5.890 37,6
Carne bovina (mil t) 1.800 2.429 34,9
Carne suína (mil t) 900 1.277 41,9
Café (mil t) 2.100 2.760 31,4
Açúcar (mil t) 28.933 39.466 36,4
Suco de laranja (mil t) 2.315 2.769 19,6
Leite (milhões L) 245 337 37,6
Papel (mil t) 2.172 2.380 9,6
Celulose (mil t) 13.858 19.170 38,3

O que se percebe é que, seja qual for o cultivo ou a criação, a tendência é de intensificação da produção. Existem fortes razões para que a ampliação da produção agrícola brasileira ocorra pelo aumento de produtividade e eficiência e não pela ampliação da terra utilizada para as atividades rurais. Cresce a consciência e a cobrança por sistemas de produção sustentáveis, que são aqueles que consideram, com mesmo nível de atenção, aspectos econômicos, sociais e ambientais.

E para finalizar, deixamos aqui nossa admiração, agradecimento e orgulho por termos em grande parte do território uma atividade que agrega tanto para o nosso país.

Dia 17 de Outubro, dia da Agricultura. 

Monica Barros

Inteligência de Mercado

Fonte: Embrapa.br

Professor: o valorize além dessa data comemorativa

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A comemoração do Dia do Professor acontece todos os anos no dia 15 de outubro, mas, sabemos bem que apenas uma data não é suficiente para valorizar esse profissional, devido a sua grande importância. Ser professor é acima de tudo  amar aquilo que se faz.  É, às vezes, ser pai, amigo e/ou até confidente. É ser muito mais do que somos, pois sabemos que podemos ser sempre mais. Educar é um processo eterno que tem inicio, mas nunca um fim.  Que  15 de  Outubro seja somente para reforçar a importância de todos os outros dias.

Deixamos aqui nosso agradecimento a todos os professores por compartilhar seus conhecimentos, vivências, experiências e nos fazer acreditar que somos capazes de transformar sonhos em realidade.

Separamos nesse post 5 ações que todos podem adotar para valorizar esse profissional ao longo de todo o ano e não só no Dia do Professor. Vamos ver?

 

1. Esteja sempre disponível e aberto para o diálogo

A primeira ação que listamos aqui faz parte das competências e habilidades de um bom líder: estar sempre disponível e aberto para o diálogo.

Quando os gestores escolares estão acessíveis para sua equipe pedagógica, eles estão mais disponíveis também para escutar os professores e entender sua realidade. Um pequeno gesto como esse aproxima o gestor do professor e também cria um laço de confiança entre eles.

 

2. Dê voz a eles

Durante o ano todo, lembre de dar voz aos seus professores, eles tem muito a nos ensinar. Mais do que os ouvir, você deve escutá-los. Por isso, além de entender suas demandas, os inclua nas decisões tomadas pela instituição no que diz respeito à equipe docente.

Além disso, é muito importante que, nesse processo, a gestão estimule a participação dos professores nas decisões – sempre que possível – e que reforce a transparência da instituição, de forma a valorizar o grupo.

 

3. Motive seus professores

Proponha desafios aos professores para que eles se sintam motivados a buscar qualificação constante e aprimoramento técnico, que promovam seu desenvolvimento profissional e contribuam com a qualidade da rotina escolar.

Contudo, a motivação vai além da evolução profissional. É fundamental criar oportunidades para destacar, também, as qualidades e os pontos fortes na atuação de cada um, contribuindo para o reconhecimento e desenvolvimento pessoal.

 

4. Promova a formação continuada do professor

Valorizar seus professores para além do Dia do Professor é também promover a formação continuada de seus docentes, seja como uma iniciativa da escola ou em parceira com um Sistema de Ensino. Portanto, é importante que a instituição ofereça cursos, palestras e workshops para desenvolver seus professores e atualizá-los com as competências necessárias, como o protagonismo do aluno e o uso de novas tecnologias.

 

5. Incentive o trabalho em equipe

Valorize e incentive também o trabalho em equipe de sua equipe docente. Mostre a importância de se trabalhar em grupo e reforce que todos os seus professores estão em prol de um único objetivo: oferecer uma qualidade de ensino excelente, com foco na formação e no desenvolvimento dos alunos.

É necessário que, não só hoje, mas durante o ano todo, pais, alunos, gestores escolares e toda sociedade os valorizem e compreendam a sua importância para a formação dos estudantes e para a educação.

Parabéns Professores por toda dedicação e empenho!
Equipe Alcer

Consultoria empresarial: por que é uma boa ideia?

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Administrar uma empresa é uma tarefa complicada que demanda atenção do empresário em diversas áreas. Não basta formalizar um negócio, abrir as portas e comercializar os seus produtos ou serviços.

Uma empresa exige que sejam feitos controle de estoque, gestão de pessoal, gestão financeira, comunicação e marketing, dentre outros. Em meio a tantas obrigações, um empresário pode ficar perdido e estes são alguns dos motivos porque contratar uma consultoria empresarial.

Porém, muitos empresários acabam se mostrando resistentes na hora de contratar uma consultoria de apoio a gestão empresarial. Isso acontece porque muitos desses empresários acreditam que sempre poderão resolver os problemas dos seus negócios ou conseguir bons resultados com os métodos que estão acostumados a utilizar.

Mas as práticas de gestão e o mercado mudam e, muitas vezes, os gestores não acompanham ou não estão abertos a essas mudanças. E a empresa será diretamente impactada por essa decisão.

Uma consultoria pode ser o auxílio ou prover a mudança necessária para que os negócios possam deslanchar. Mas para isso é importante que o empresário sinta a necessidade de contar com esse tipo de serviço. Os benefícios que eles podem trazer podem ser significativos e vão desde os modelos de gerenciamento até posicionamento de mercado e aumento da cartela de clientes.

 

Razões para contratar uma consultoria empresarial

Nem sempre é fácil realizar uma boa gestão empresarial, não é mesmo? Por mais que a gente busque conhecimento, invista em procedimentos e equipamentos e treine a equipe, sempre surgem situações difíceis de resolver ou até mesmo de identificar o problema.

Diante de cenários como esses, confira alguns bons motivos porque contratar uma consultoria empresarial. Você vai ver que se trata de um investimento interessante, por causa do retorno que proporciona em curto e longo prazo.

 

1 . Capacidade geral de analisar o negócio

Uma consultoria de apoio a gestão empresarial é um serviço que auxilia o empresário a analisar a empresa, solucionar problemas e estruturar os seus processos administrativos. Esse tipo de serviço pode ser prestado por profissionais autônomos ou empresas especializadas.

Assim, pode-se afirmar que uma consultoria é um trabalho que busca solucionar ou evitar problemas administrativo-operacionais.

Entre os benefícios de contar com esse serviço especializado estão a redução de custos nas empresas, pois há uma revisão nos gastos e, se for o caso, o corte de despesas e processos desnecessários; aumento da receita, que pode vir com o aumento das vendas, da cartela de clientes e na economia com despesas; melhora administrativa, com a implantação de sistemas e processos de gestão eficientes; dentre outros.

 

2. Diminuição da taxa de rotatividade

Quando a empresa apresenta alto índice de rotatividade, ou turnover, significa que o gerenciamento de pessoas não está sendo realizado da maneira eficiente. Portanto, a empresa deixou de ser atrativa na visão de muitos profissionais.

Isso pode levar a problemas maiores se não for resolvido em tempo hábil, além de gerar muitos custos para a empresa (desligamento, contratação, treinamentos, entre outros).

A consultoria empresarial auxilia na identificação do problema e no planejamento da recuperação dos funcionários. Isso se dá por meio de ações como fortalecimento da cultura, melhoria do clima organizacional, análise da ergonomia, entre outras.

 

3. Aumentar a produtividade

A produtividade representa a capacidade dos colaboradores de produzirem em um determinado intervalo de tempo. Quando essa capacidade fica abaixo do esperado, os processos internos e de atendimento ao cliente são diretamente afetados, impactando no rendimento.

Os recursos humanos não são fáceis de serem gerenciados por causa dos diferentes perfis, costumes, crenças, objetivos e demais fatores subjetivos inerentes à cada pessoa. Por isso, o investimento em consultoria empresarial surge como alternativa para melhorar também a gestão de pessoas.

A realização de melhoria no processo de contratação e reavaliação dos procedimentos operacionais são ações que fazem parte de uma consultoria. Tais ações proporcionam aumento comprovado da produtividade, o que já seria um excelente motivo porque contratar uma consultoria empresarial.

 

4. Dar direcionamento estratégico ao negócio

Toda organização que pretende ter sucesso em suas ações precisa ter um planejamento dos objetivos e metas a serem cumpridas. Entretanto, se a empresa não realizar esse planejamento de maneira estratégica, dificilmente conseguirá obter os resultados esperados.

A falta de resultados interfere também no gerenciamento de pessoas, visto que os colaboradores começam a perder a confiança no gestor e passam a desacreditar na capacidade de crescimento da organização.

Uma estratégia bem elaborada demanda tempo e um estudo de mercado, análise de dados, capacitação da equipe e vários outros itens. Se você não possui domínio dessas competências, a sugestão é investir na consultoria empresarial para evitar que sua empresa perca dinheiro e deixe de aproveitar as oportunidades de crescimento.

 

5. Finanças

Outra falha muito comum encontrada nas empresas e que indica a necessidade de um apoio a gestão empresarial é o descontrole nas finanças.

Quando existe essa demanda na organização, o gestor deve agir imediatamente, pois a falta de controle do capital pode levar a empresa a atrasar pagamentos. Alem disso, impede que investimentos sejam realizados, diminui o poder de compra e, na pior das hipóteses, leva à falência.

Com a ajuda da consultoria, você estará preparado para realizar uma boa gestão financeira em seu negócio e apto a conduzir a organização para o crescimento e aumento da lucratividade.

 

Quando devo contratar uma consultoria?

Você já viu porque contratar uma consultoria empresarial, mas quando é o momento certo de buscar este apoio a gestão?

Então, são várias as situações que podem levar uma empresa a precisar de uma consultoria de gestão empresarial.

Em todas elas existe a necessidade de impulsionar o negócio, conseguir maior abrangência de mercado e mais eficiência nos processos produtivos e operacionais da companhia. Diante disso, empresário precisa compreender essa necessidade para que possa buscar ajuda especializada.

Entre esses fatores podemos citar as mudanças de mercado, que levam a empresa a avaliar os impactos no negócio e readequar à nova realidade; elaborar um planejamento estratégico para alavancar os negócios; implementação de projetos de expansão que demandam mão de obra especializada; adaptação dos processos gerenciais para que o negócio possa se tornar mais eficiente; e até mesmo implantar uma ferramenta gerencial para aumentar a lucratividade.

Não tenha dúvidas sobre investir em uma consultoria

Na hora de contratar uma consultoria em busca de apoio a gestão empresarial, o empresário deve saber os motivos que o levaram a buscar esse tipo de serviço.

O consultor, para ter resultados em seu trabalho, precisa entender quais os problemas para poder oferecer as melhores soluções. É preciso ter um contato interativo e próximo entre o empresário que contrata e o consultor.

Quer saber mais? Fale conosco!

Temos uma equipe preparada para tirar quaisquer dúvidas e lhe dar total apoio na hora de decidir investir em uma consultoria.

Monica Barros

Inteligência de Mercado

 

Fonte: Site Administradores

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Pequena Empresa: dicas para vencer os desafios do seu negócio

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Em uma pesquisa realizada pelo IBGE, foi comprovado que, após serem criadas, mais de 60% das empresas fecham as portas nos primeiros cinco anos. É tremendamente difícil quebrar a barreira do momento inicial de um negócio. Isso envolve não apenas saber como administrar uma pequena empresa, mas também saber o que não fazer para manter a organização em pé, firme e em busca da consolidação.

Nos Estados Unidos, os números não são muito diferentes. Segundo relatório do Escritório de Estatísticas do Trabalho, aproximadamente 20% dos pequenos negócios fecham as portas no primeiro ano de funcionamento. Por outro lado, 30% desse contingente chega ao décimo ano de operação.

O que diferencia uma porcentagem da outra? Qual é o pulo do gato de empreendedores que, sabendo como administrar uma pequena empresa, seguem adiante, crescendo, gerando empregos e valor para os clientes? Vejamos agora.

 

Os desafios de uma pequena empresa

Em um artigo da Forbes, Ginger Siegel, líder de Pequenos Negócios na América do Norte para a Mastercard, compartilha algumas dicas preciosas. A primeira diz respeito aos desafios que, segundo ela, são semelhantes para todas as empresas em estágio inicial de operação:

  • Acesso – a crédito e a liquidez, bem como a novos mercados e clientes;
  • Insights – informações que forneçam visibilidade para seus negócios;
  • Gestão – ferramentas que ajudem a gerenciar os processos do dia a dia da pequena empresa, incluindo fluxo de caixa, fluxo de trabalho e contas a pagar.

Administrar uma pequena empresa pode ser uma atividade menos ou mais trabalhosa, conforme os empreendedores e gestores dedicarem tempo e recursos para bem estruturar a empresa.

Para facilitar a administração, uma série de ferramentas e principalmente uma boa organização podem ajudar. Dito de outra forma, o maior desafio para gerir uma pequena empresa começa quando faltam boas ferramentas e as informações e atividades não estão bem organizadas. Outro ponto é ainda fundamental: conhecimento e aprendizado constante, a fim de administrar utilizando de boas práticas e com metodologias atuais.

Nesse artigo, vamos explorar alguns passos fundamentais para bem administrar uma pequena empresa.

Administrar uma pequena empresa – Esteja atento à gestão

Apesar de possuir uma estrutura mais enxuta do que as médias e grandes empresas, uma pequena empresa possui uma quantidade considerável de questões e departamentos para cuidar. E essa gestão precisa funcionar muito bem, pois os recursos são escassos e precisam ser muito bem aproveitados.

É primordial, portanto, que todo gestor de pequenos negócios esteja atento à maneira como as pessoas, os processos e as informações são gerenciados dentro da empresa. Isso porque há uma tendência comum de o foco maior em uma pequena empresa ser a sua operação, e não a gestão. Não se trata de priorizar uma coisa e desprezar outra, mas de encontrar o equilíbrio: se uma empresa for bem gerenciada, sua operação fluirá muito melhor.

Quando se fala de gestão é preciso considerá-la em todos os níveis da empresa: estratégico, tático e operacional.

Em um estudo realizado com pequenas e médias empresas em 2015 obteve as seguintes respostas quando questionado: quais ações foram mais eficazes nos últimos cinco anos?

E quando questionado “Quais ações estão previstas para os próximos dois anos?”, essas foram as respostas:

Isso demonstra a importância de revisar os processos e atividades internas ou, em outras palavras, de dar a devida atenção à gestão empresarial.

Possuir uma gestão de alto nível não é apenas uma boa prática de administração ou algo exclusivo para as empresas de maior porte, mas é um caminho certeiro para o sucesso da pequena empresa. Um negócio bem gerenciado, com seus processos e atividades bem definidos, com as atividades bem distribuídas e acompanhadas, e com uma busca contínua por melhoria tende a ter um desempenho melhor.

Outro passo importante para administrar uma pequena empresa é investir em uma cultura de planejamento.

Como já dito anteriormente, não se trata de prejudicar uma coisa para beneficiar outra (neste caso, passar a planejar e deixar de agir). Mas sim de adotar um novo estilo de gestão e ação onde o planejamento esteja presente em todos os momentos.

Qual a importância que o planejamento tem na sua empresa? Planejar é uma ação contínua ou, por vezes, é tido como perda de tempo ou sem nenhuma prioridade?

Uma boa administração sempre assume como importantíssimo planejar. E esse planejamento perpassa todas as situações da empresa: desde as pequenas ações do cotidiano até as grandes tomadas de decisão.

Adotar uma cultura do planejamento é também valorizar os números, os dados, a mensuração de tudo o que é realizado, pois isso colabora para análise das ações realizadas e o desenvolvimento de novas ações.

 

Mantenha-se atualizado sobre o mercado

Se manter a casa em ordem é fundamental, é também sabido que uma empresa não existe para si. Um negócio é criado e mantido para oferecer soluções para as demandas das pessoas e empresas e para se destacar em um mercado muito competitivo. Daí a importância de conhecer profundamente o mercado para saber aproveitar todas as oportunidades.

Quando falamos de administrar uma pequena empresa é preciso considerar não apenas a administração do ambiente interno, mas também de tudo aquilo que diz respeito ao ambiente externo, isto é, o mercado.

Assim, outro passo fundamental para administrar bem uma pequena empresa é ter um conhecimento atualizado sobre o mercado e fazer um bom uso dessas informações, transformando-as em ações precisas e integradas com a gestão interna.

É necessário que a pequena empresa conheça os seus concorrentes diretos e indiretos, identificando principalmente as suas características e ações estratégicas.

  • Quem são os seus concorrentes?
  • Quais são os produtos e serviços que eles oferecem? No que se diferencia da sua empresa?
  • Quais são as forças do negócio dele e quais são os gargalos? Como sua empresa pode aproveitar esse espaço?
  • Em que direção os seus concorrentes estão andando e como isso pode afetar a sua empresa e o seu mercado?

O conhecimento profundo sobre a concorrência pode revelar oportunidades incríveis para um pequeno negócio. Confira o artigo que escrevemos sobre como conhecer os concorrentes.

O mesmo podemos dizer quanto a conhecer os consumidores e clientes da empresa. Infelizmente, muitas empresas partem de pressupostos e de conceitos já não mais válidos para conceber os seus clientes.

Como seria possível administrar bem a empresa sem conhecer em detalhes aquelas pessoas para quem se trabalha todos os dias?

Se uma empresa quer ter sucesso e realizar os seus investimentos com um bom retorno, é fundamental conhecer o seu público-alvo. Somente assim será possível oferecer soluções adequadas.

Além de tudo isso, vale ainda acompanhar as tendências de mercado, os fornecedores, os parceiros, a legislação, e tudo aquilo que de alguma forma influencia ou é influenciado pelo seu mercado.

De fato, trata-se de muita informação para ser acompanha, mas é papel de um gestor estar preparado e possuir as informações corretas para tomar as melhores decisões.

 

Gere novos negócios continuamente

Por fim, um passo importante para a administração é: gerar novos negócios continuamente. E por que isso tem relação com a administração de uma pequena empresa?

Como dito no início do artigo, as pequenas empresas possuem poucos recursos (financeiros, funcionários, estrutura física, etc.), e tudo deve ser muito bem aproveitado. Ocorre que quando há falta de recursos, a administração tende a ser mais difícil.

De fato, toda empresa sofre quando há falta de recursos. Porém, quando se tem pouco, e esse pouco é parcialmente retirado, as dificuldades que surgem são maiores do que quando se tem muito e um pouco é perdido.

Daí a importância da pequena empresa buscar constantemente gerar novos negócios.

 

 

Busque ajuda para administrar

Sua empresa já considerou contratar uma consultoria empresarial para ajudar a melhorar a administração da sua pequena empresa? Você conhece os reais benefícios de uma consultoria e como ela funciona?

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Governança Corporativa em empresas familiares

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Antes de mais nada, o que é a governança corporativa em empresas familiares?
O termo governança corporativa parece assustar no primeiro contato, passando a sensação de burocracia e de dificuldade de aplicabilidade. Mas, na verdade, a realidade não é bem essa – e sua aplicação gera muitos benefícios. De acordo com o IBCG ( Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), a governança corporativa seria definida como:“O sistema pelo meio do qual a empresa é dirigida e monitorada, envolvendo os relacionamentos entre Acionistas, o Conselho de Administração, a Diretoria, a Auditoria Independente e o Conselho Fiscal”.

Dessa forma, quando consideramos a aplicação de um sistema de governança corporativa na empresa familiar, estamos levando em consideração essa separação entre a ideia de propriedade e administração do negócio. E empresas com esse tipo de gestão são muito comuns ao redor de todo o mundo. E, no Brasil, quando são analisados dados, percebe-se uma notória importância.
Segundo pesquisas, no final de 2016, elas representavam cerca de 80% da totalidade de empresas existentes no país. Mesmo com tanto destaque, organizações que funcionam através de um controle familiar passam por alguns desafios complicados, que as demais não enfrentam. Por isso, adotar um sistema de governança corporativa em empresas familiares fará toda a diferença em seus negócios.

 

Os desafios de empresas familiares

A mesma pesquisa que apontou a gigante relevância dessas organizações no cenário brasileiro também foi responsável por chamar a atenção para um fator preocupante.
Apenas 12% dessas organizações consegue sobreviver depois da terceira geração familiar sob seu comando.
Esse é um número inquietante, que demonstra a enorme dificuldade dessas empresas em manter um bom funcionamento ao longo do tempo.
E um dos principais elementos considerados como causadores desse problema é, justamente, aqueles relacionados à regulação da empresa.
Afinal, a questão que mais gera desafios nessas organizações são os erros na hora de conseguir regular os relacionamentos familiares com os negócios.
Um dos fatores que mais costuma causar conflito, é: como decidir o direcionamento dos negócios?

Assim, quando há falhas no processo de regulação da empresa, é frequente se deparar com disputas familiares capazes de abalar profundamente a empresa como um todo.
Por isso, adotar boas práticas de governança corporativa na empresa familiar pode ser decisivo.
E não somente para a saúde de seus negócios, mas para a sobrevivência da organização a longo prazo e até da manutenção das relações entre os membros da família.

 

A governança corporativa na empresa familiar

Qual o motivo de uma governança corporativa em empresas familiares?
A implantação desse sistema serve, justamente, para conseguir criar uma separação entre a ideia de propriedade, de família e de gestão.
Ou seja, mesmo quando uma pessoa detém o direito de herança sobre a empresa, isso não significará que possui, automaticamente, o direito de exercer a função de gestor.
Além disso, conflitos entre familiares, que defendem cada um seus interesses particulares, ao invés de considerarem o que é melhor para a organização, são muito comuns nesse ambiente.
Assim, gestão e propriedade se tornam coisas separadas e as figuras de liderança serão desempenhadas por aqueles que realmente demonstrem merecimento para esses cargos.
Afinal, é muito importante conseguir compreender que gerenciar um negócio não é nem de longe uma tarefa fácil.
Essa é uma posição que demanda muita habilidade, preparo e conhecimento prévio, pontos que não são conferidos automaticamente por relações consanguíneas.
Conseguimos perceber varias vantagens na aplicação da governança.
Esse sistema é muito aplicado no ambiente empresarial, pois é capaz de proporcionar vantagens na gestão das organizações.
No caso da governança corporativa na empresa familiar, os benefícios também estão muito presentes e visíveis.
Por isso, esse sistema está sendo uma opção cada vez mais adotada para garantir a sobrevivência desses negócios em longo prazo.
Mas, nas empresas familiares, o assunto é ainda mais delicado.
É muito comum que membros da família cheguem a posições de gestão pelo simples fato da hereditariedade e não de real competência ou habilidade.
O que pode ser desastroso para o bom andamento da organização como um todo.
Por isso, para implantar a governança corporativa na empresa familiar, é importante considerar o elemento da meritocracia na hora de redistribuir os cargos.
Desde cedo é preciso que esse membro desenvolva habilidades, conhecimentos teóricos e práticos para seu futuro profissional.
É importante considerar que o administrador precisa estar preparado para sua função, entender a complexidade de suas atividades, além de sentir-se confiante o suficiente para executá-las.
Adotar o sistema de governança corporativa na empresa familiar pode aumentar a sua produtividade e perpetuar o nome da organização no mercado.
Além disso, essa opção fornecerá um ambiente mais propício para manter um equilíbrio também nos relacionamentos pessoais entre a família.
O resultado será uma relação melhor e a permanência do legado familiar representado no bom funcionamento de sua empresa.

Luiz Gustavo

Consultor Empresarial

Fonte: Site Administradores

Sua produção de café é sustentável?

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Cada vez mais se ouve falar da sustentabilidade e das exigências que o produtor deve cumprir. Muitos produtores entendem estas práticas como exigências para beneficiar o meio ambiente, o consumidor, ou seja, um benefício “aos outros”. Contudo, o grande beneficiário de se adotar as boas práticas de produção é o próprio produtor rural e a sua propriedade. Além dos benefícios ao meio ambiente, você sabe quais as vantagens de produzir café de forma sustentável?
O produtor que busca maior sustentabilidade obtém mais lucro, no curto, médio e longo prazo. Com uma gestão eficiente é possível economizar insumos, melhorar a produtividade e a qualidade do café, bem como, controlar os custos de produção. Recursos como solo e a água são preservados e os impactos da produção reduzidos. Além disso, há benefícios adicionais como cumprimento de legislação, mais segurança no trabalho e melhor organização da propriedade.

 

Conheça as vantagens da produção sustentável de café

Adoção de práticas de sustentabilidade favorece as condições de comercialização e abre espaço para novos mercados.

As atuais demandas de mercado ampliaram as oportunidades para os cafeicultores. Um nicho que está em evidência é o da produção sustentável, que se apresenta como oportunidade para quem quer se diferenciar no setor.

 

Café sustentável

A produção sustentável na cafeicultura leva em consideração os aspectos sociais, ambientais e econômicos, incentivando a longevidade da atividade e a implementação de rotinas de valorização do trabalhador.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) define que a produção de café só será sustentável se permitir boas condições de trabalho em todas as etapas. Não pode agredir o meio ambiente e deve ser monitorada, visando grãos de melhor qualidade e com preços que remunerem o produtor.

O café sustentável tem se destacado como produto de boa aceitação no mercado, tanto interno como externo. O maior valor agregado tem atraído novos produtores a adotarem esse modelo de produção.

 

Diferenciais da produção

A cadeia produtiva do café sustentável segue regulamentação específica, com recomendações para o plantio, cuidados com a lavoura, colheita, armazenamento e torrefação.

Essas exigências favorecem os pequenos e médios produtores, que podem ter maior controle das etapas, cumprindo as exigências do mercado sustentável. Inclusive, para a produção de café orgânico, outro nicho em expansão.

Cooperativas e associações de cafeicultores também têm aderido ao modelo sustentável. A produção cooperada pode ser de dois tipos: independente, quando o cafeicultor realiza todos os ciclos; ou integrada, quando as etapas produtivas são divididas entre os membros da cooperativa.

A implementação do sistema sustentável pode ter custos iniciais que superam as rotinas tradicionais de produção. No entanto, o produto final tem mercado garantido, com maior valor de venda, o que compensa os investimentos.

O respeito ao trabalhador e o incentivo à capacitação na produção do café sustentável são atrativos para conseguir mão de obra, que algumas vezes apresenta-se como um desafio para o cafeicultor.

 

Práticas sustentáveis

O modelo de produção sustentável na cafeicultura leva em conta dois aspectos principais:

Dimensão social: que valoriza a humanização das rotinas de trabalho, como o combate ao trabalho infantil e a capacitação do pessoal que trabalha na lavoura.

Os trabalhadores devem estar devidamente registrados no Ministério do Trabalho. Além disso, precisam ter sua segurança garantida, com a atenção aos equipamentos de proteção individual.

Dimensão ambiental: com a adoção de práticas que garantam a preservação dos recursos hídricos, da biodiversidade e da qualidade do ar.

Deve ser cumprida a regulamentação do uso de agrotóxicos e fertilizantes, além da devida gestão dos resíduos, que podem ser utilizados para a produção de biofertilizantes.

 

Certificação

Os cafeicultores que quiserem investir na produção sustentável precisam solicitar a certificação à Abic, que reconhece a produção com o selo Cafés Sustentáveis do Brasil.

O processo de certificação tem início com o preenchimento de termo de adesão. O produtor será orientado sobre as etapas da produção sustentável e terá prazo para adequar-se às normas.

Cumpridas as exigências, o processo produtivo do café será avaliado. Onde será atestado se a propriedade cumpre a regulamentação. Depois, receberá o certificado sustentável.

A produção sustentável pode ser feita em uma mesma propriedade que mantém o sistema convencional de plantio. É necessário que o produtor separe uma parte do terreno para a lavoura sustentável.

 

Brasil: referência em sustentabilidade na produção do café

O Brasil é o maior produtor e exportador, além de ser o maior consumidor de café do mundo. Atualmente, 14 estados destacam-se na produção do grão. Uma área plantada de 2,3 milhões de hectares, o que corresponde a aproximadamente 6 bilhões de pés. Com um número tão expressivo, o país aprendeu que a produção do café precisa ser feita de maneira sustentável.

Confira, a seguir, os motivos pelos quais o Brasil é referência em sustentabilidade:

Gestão orientada para resultados no Agronegócio

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O futuro de uma empresa está diretamente ligado a forma de como os gestores lidam e superam as dificuldades cotidianas. E no ramo de Agronegócio, não seria diferente.

O desenvolvimento do setor de Agronegócio está crescendo em ritmo acelerado aqui no Brasil. E tal ação se deve ao uso de novas tecnologias de auxílio. Hoje, o Brasil se tornou uma das maiores potências mundiais neste seguimento.

O Agronegócio é responsável por cerca de 40% das exportações brasileiras. Diante deste fato, já conseguimos ter uma boa noção sobre a importância da Gestão.

 

Comece já!

No ramo de Agronegócio é fundamental ter uma gestão qualificada na empresa. Pois é ela que irá analisar o mercado em que a empresa está situada. Também é dever dela identificar as principais ameaças competitivas que possam criar barreiras para uma boa atuação da empresa. Além disso, o gestor é inteiramente responsável por selecionar os melhores caminhos para crescimento, determinando as principais metas e objetivos, através de um planejamento claro e conciso. A gestão no Agronegócio é também imprescindível quando falamos em planejamento de estratégias.

Somente um bom gestor pode identificar as melhores oportunidades de implementar uma estratégia de crescimento, redução de custos ou para evitar prejuízos severos à empresa.

 

Afinal, porque é importante uma boa gestão?

A maioria das empresas de Agronegócio aqui do Brasil se iniciaram com uma gestão familiar, e o problema começa quando existe a falta de monitoramento ou acham desnecessário o auxílio de um profissional gestor.
Isso pode estagnar o crescimento da empresa, pois não conseguem ter uma visão estratégica de mercado.

A falta de gestão, neste caso acarreta vários problemas podendo comprometer o futuro da empresa. Portanto, a gestão no Agronegócio é responsável por trazer decisões assertivas para as empresas, melhor posicionamento de mercado e principalmente melhor atendimento às exigências da população. No fim das contas, é o gestor capacitado tomará medidas estratégicas que auxiliará a empresa na tomada de decisões.

É através de suas análises que sua empresa terá acesso as mais avançadas tecnologias, tendências de mercado, análise rigorosa de qualidade, aumento de produtividade e análise de investimento. É de extrema importância, uma boa gestão no ramo de Agronegócio que implica diretamente no desenvolvimento, garantindo todo potencial para estar entre as melhores empresas de Agronegócio da atualidade.

Luiz Gustavo

Consultor Empresarial

Fonte: Administradores