A era das mentes criativas

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A era das mentes criativas

Todos os dias eu tiro 30 minutos da minha manhã para fazer leituras de artigos, revistas e indicações de amigos ou que as redes sociais me oferecem. Em uma leitura recente, algo me impactou muito e me inspirou a escrever este artigo.

Foi em um artigo escrito pela Keep Learning School, que você pode ler na íntegra aqui. Uma citação do livro “MY VISION - CHALLENGES IN THE RACE FOR EXCELLENCE (Minha Visão - Desafios na Corrida pela Excelência)”, escrito pelo Sheikh de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum.

“.. nas últimas duas décadas vimos o surgimento de uma terceira era econômica, chamada por alguns de “economia da informação”...

...alguns também chamam de “era da globalização”...

...também é chamada de “era da tecnologia”...

... essa nova economia é baseada no conhecimento e nas ideias criativas, e por isso podemos dar um quarto nome: a era das mentes criativas”

A era das mentes criativas. O nome mais digno que eu encontrei até então para ilustrar o nosso atual momento. Estamos terceirizando todo o trabalho repetitivo e monótono para as máquinas e isso é maravilhoso. Vou contar algumas histórias e depois eu defendo o meu ponto de vista.

Há quem acredite veementemente que isso é errado e que substituir trabalho humano por máquinas mais qualificadas trará desgraça e desemprego.

Pensar assim é ir na contramão do progresso. Outras tantas revoluções aconteceram e cada vez mais o mundo é de abundância. E não sou eu quem está afirmando isto, é a própria história.

Então vamos lá. Historicamente falando, a primeira mudança significativa no modo de viver do humano moderno foi durante a Revolução Neolítica, também chamada de Primeira Revolução Agrícola. O período Neolítico compreende de 8 mil a.C. a 3 mil a.C.

Neste período o homem dominou o fogo e com isso, possibilitou o desenvolvimento de técnicas de preparo e conservação de alimentos. A partir daí o homo sapiens iniciou uma migração do seu estilo de vida, antes nômade e que se alimentava da caça e coleta de frutos e grãos da natureza.

Agora acomodados às beiras de rios e lagos, já com algumas espécies de grãos domesticados, o ser humano começa a ter alimento garantido para mais e mais pessoas. 

Ferramentas são desenvolvidas para melhorar o trato com a terra e agilizar o plantio e as colheitas. Animais são domesticados e passam a substituir os seres humanos, principalmente nas rotinas de transporte e arado. As grandes civilizações começam a serem construídas.

Eu trouxe este pensamento para mostrar o quanto somos aficionados em criar facilidades para nossa espécie. Sempre buscamos formas mais inteligentes de realizar tarefas e que nos permita um esforço menor com maior qualidade.

Pare para pensar. Um rei da idade média nunca tomou banho em um chuveiro elétrico, ele não tinha uma geladeira, nunca teve o prazer de chupar um picolé e só sabia dos acontecimentos em outras regiões dias ou meses depois, isso se o mensageiro conseguisse chegar vivo ao destino.

Hoje praticamente todas as casas possuem eletricidade, chuveiro elétrico, geladeira, televisão e internet. Veja bem, não disse computador, disse internet. Isso porque até outubro do ano passado o número de smartphones no Brasil era de 198 milhões contra 208 milhões de habitantes.

Tá… aí você me pergunta. E o que tudo isso que foi dito tem a ver com a “era das mentes criativas”? Tudo isso que você citou não precisou de um criativo que o concebesse?

Bem, sim. Porém com a substituição de humanos por robôs e automações, nós estamos mais livres ainda para fazer aquilo que só o ser humano é capaz: IMAGINAR e CRIAR.

Obviamente postos de trabalhos serão dizimados, mas outras profissões que nem mesmo existem precisarão ser ocupadas. A maior parte delas relacionadas à tecnologia e serviços.

E para terminar, deixo um clichê e um questionamento. O mundo está mudando novamente e mais rápido do que nunca. De que lado você quer estar, do humano obsoleto ou do criativo revolucionário?

 

Fábio Andrade                                      

"Estudou Ciência da Computação. Aos 22 anos foi coordenador de tecnologia na Agência Wik. Co-fundador do Aprendocast, o primeiro podcast colaborativo do Brasil, com mais de 170 mil downloads. Atuou como analista de negócios na TOTVS Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Foi também Diretor de Inovação da Liga Empreendedora de Uberlândia. Atualmente é membro da Câmara Técnica de Inovação e Tecnologia do CODEN Uberlândia 2100."

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